Feliz ano novo!
Amigos meus, que saudades de todos vocês. Estive fora do blog, curtindo as festas de fim de ano como todo moleque da minha idade que adora ganhar presentes no natal (e fora dele).
Aqui na minha cidade para esse natal houve um esforço dos lojistas para atrair mais fregueses, oferecendo de brinde uma decoração bonita e desejando como retorno bons lucros. Em uma loja pude presenciar a tentativa do dono em melhorar as vendas colocando um jovem rapaz vestido de Papai Noel na porta da loja. Isso seria normal se a barba tivesse bigode e os pés não tivessem de sandálias havaianas. Todo mundo que chegava perguntava pelo bigode e pelo sapato e o coitado tinha que contar que ele calça 40 e a fantasia veio sem bigode e com o sapato 37.
Já no supermercado até a faxineira estava com um gorro de Papai Noel, o que seria natural para a época se ela não demonstrasse um enorme desconforto ao limpar aquele chão, pingando suor (aqui faz um calor do cão), sem falar nos cochichos das pessoas passando lamentando a dureza que devia ser usar um gorro com um calor daqueles e ela tendo que fingir que não estava ouvindo nada…
Mas falando em presentes de natal, ganhei alguns, inclusive um MP3, fora os do bingo da noite de natal quando todos da família se reúnem (já é tradição) na casa da minha tia Evanilza, que dessa vez não teve tempo de organizar amigo secreto, portanto fez uma “vaquinha”, comprou umas “prendas” e realizou um bingo, que foi divertidíssimo, até começarem a jogar os feijões uns nos outros e a cunhada da minha tia achar que estavam desperdiçando os grãos que poderiam ser cozidos nos próximos dias e mesmo assim continuaram a jogar e aí, o apelo foi pelas pobres crianças do mundo que passam fome… Enfim, após mais ou menos uns 10 segundos de reflexão a chuva de feijão continuou… E foi maravilhoso até eu perceber que quem começou essa brincadeira foi minha mãe, minha própria mãe e “contaminou” a todos. É que normalmente não se espera que mãe aja como uma “pestinha” de cinco anos em público (mesmo que esse público seja a família), só em casa. Mas refletindo melhor, entendi de uma vez por todas o porquê dela ser tão querida pela ala jovem e confidente das garotas adolescentes.
Bem, ganhei três prêmios no bingo; um chocolate, que doei ao meu amigo Fabrício; uma tigelinha plástica pequena, que doei para minha tia levar fibras para o serviço e assim facilitar seu regime e um chaveiro que resolvi ficar e ainda estou tentando descobrir uma utilidade pra ele.
Mas, adoro festa de natal, comidas de natal (sabe aqueles pratos só fazem para o natal?), as louças bonitas e os talheres de prata que saem do armário, histórias de natal, árvores de natal, enfeites de natal, ver minha avó Anália cochilando e até mesmo aqueles filmes chatíssimos onde alguém tem que salvar o Papai Noel e a noite de natal, não me incomodam. Também gosto do Pastor lembrando ao povo o que se comemora nesse feriado (que é o aniversário de Jesus e não do Papai Noel) e para aproveitar a igreja cheia diz o que mais leva as pessoas para o inferno o que é admirável, pois hoje em dia pastor não pode falar muita coisa por causa da concorrência, tem igreja em cada esquina e o risco de perder os fiéis é grande, levando em consideração que alguns fiéis são meio sem convicção.
E no outro dia é ótimo comer no almoço as sobras do peru e de tudo mais que se salvou e ficar analisando os presentes e ver a família decidindo o que fazer num mesmo ambiente, como ver o filme do super- man o retorno ou ouvir música ou ainda assistir o dvd do show do Bee Gees, uma banda que eu nem sabia que existia, que tem três caras que a mulherada na faixa dos 40 acha “um charme” e cantam junto com eles: “I can’t see nobody, No I can’t see nobody, My eyes can look at you…”
E os comentários seguem: “-Homem tem que ser charmoso, educado, inteligente, não necessariamente bonito”.
Vira pra mim e diz: “-Vê-se aprende”.
Realmente os caras do tal show são feios mesmo.
E continuam: “-Olha o Barry!”
O tal Barry recebeu o lenço de uma mulher passou no rosto, beijou e devolveu para a tal mulher que se derreteu toda por causa do gesto.
Aí pensei que deve ser muito fácil agradar mulher. Mas lembrei que no dia anterior um cara se deu muito mal nessa tentativa. O tal sujeito armou um encontro com uma menina e foi tão assanhado que deve estar até agora tendo pesadelos com o que ouviu dela.
Aí minha mãe falou que alguém disse a ela que um homem até os 30 anos não sabe nem dar bom dia a uma mulher. Depois completou dizendo que o homem que lhe contou isso vai precisar mais de 40 para aprender a dar bom dia para uma mulher. Ela não quis dizer quem foi, mas o meu suspeito é meu pai.
Pensei no quanto deve ser difícil agradar uma mulher…
Bom, para finalizar, Feliz 2007 para todos.
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