Blog do Biga… The Return

Como diria minha filósofa avó materna, Anália, a sábia: “Valei-me Minhas Almas Santas Benditas!”. Já perguntei a Ela o que significa isso e apesar de tentar me explicar, não conseguiu; então imagino que seja algo muito, mas muito profundo e especial. Imagino que seja algo que lhe remeta a uma ligação muito íntima com o plano celestial, que não é Deus, porque se fosse, provavelmente diria: “Valei-me meu Deus”.
Mas, o “Valei-me minhas almas Santas Benditas!” Vou pegar emprestado da Vó Anália pra expressar meu espanto sincero e feliz ao abrir minha caixa de e-mail hoje, quando cheguei em casa por volta das 18:30 horas. Vinha caminhando rápido (minha mãe não gosta que eu chegue em casa depois que está escuro. Diz que é perigoso. Ela morre de medo de alguém me roubar. Não, não… Não é roubar minhas coisas é roubar a minha pessoa mesmo.
) e talvez por isso tenha pisado em algo esquisito que achei a princípio que fosse um chiclete (ou “chicré”, como brinca a Darlene, amiga da minha mãe) o que não teria nenhum problema, afinal já tenho tantos grudados no meu tênis… Um a mais nem faria diferença. Mas pra minha surpresa era um prego enferrujado. Perdi o maior tempo pra tirar o tal prego, o que atrasou minha chegada em casa. O acordo é chegar as 18:00 hrs. Meu pai disse que se eu tivesse usando os tênis do tempo dele, um tal de conga, nesse momento estaríamos no hospital pra arrancar o prego do meu pé.
Ainda bem que o prego saiu, mesmo tendo que fazer muita força no meus fortes músculos (rs). E mesmo aborrecido com o meu tênis levemente avariado, pude chegar logo em casa e fazer o que primeiro faço quando chego, ou seja, olhar meus e-mails. Até aí normal, se não fosse um que recebi de uma pessoa de muito longe, chamada Daniel, que mora em Franca-SP.
Meu Deus! Não pensei duas vezes… Preciso ressuscitar meu velho e abandonado blog pra registrar esse momento tão singular, eu diria… Sei lá. Depois eu penso em alguma palavra adequada*.
Aí é que entra a frase da vovó “Valei-me minhas almas Santas benditas”. Que nesta situação faz todo sentido. Sinceramente eu achava que ninguém se dava ao trabalho de entrar no meu velhinho blog. Nem eu mesmo tenho acessado. Nem minha mãe tem acessado.
Tendo recebido o e-mail do simpático Sr. Daniel, me senti forçado olhar meu velho blog e quero aproveitar pra agradecer vários comentários, que acabei de aceitar.
Olhando minhas histórias, verídicas, com nome e sobrenome, me senti inspirado para escrever este post.
Meus Deus! Aconteceram tantas coisas desde que fiz a última postagem lá. Mas devo esclarecer que não me tornei um sujeito sem sentimentos (
). Continuo um observador do mundo ao meu redor, especialmente. Às vezes acontecem coisas que penso: “Isso daria um post”, mas sempre tão ocupado com outras atividades, acaba ficando pra depois.
Lembram da minha prima Chris? Casou em dezembro de 2007. O Diogo, seu irmão, que tinha pavor que ela levasse os cachorros embora, chorou muito no casamento. Chorou de soluçar… Se não fosse tão evidente que o ocorrido era um casamento, daria pra acreditar de verdade que se tratava de um velório. Mas depois com tanta comida e a animação da festa, ele esqueceu o sofrimento.
Mas Diogo superou. O cunhado é gente fina o acolheu o Diogo como a um irmão.
Atualmente o Diogo está muito, mas muito feliz porque é tio. Hoje, exatamente hoje é a festa de aniversário de dois meses da Lívia, filha da Chris. Portanto, o Diogo é tio. A Lívia é minha prima em segundo grau, mas como minhas primas Ludmilla, Karen e Hevellyn, se dizem “tia” da criança, eu também vou me considerar tio. E pensando bem, eu acho que tenho mais direitos a ser tio da recém nascida, pois, afinal, sou filho único o que significa que não serei tio. Já estas três citadas acima, são irmãs e ta fácil, fácil pra darem sobrinhos umas às outras. Se bem que serei tio dos filhos do Dogão. Rsrsr. Se bem que o Dogão tá encalhado. Toda candidata que aparece pra ser mãe dos filhos dele, tem pulga demais pro gosto da minha mãe e portanto é indigna de chegar perto de um ser tão magnífico, esplendoroso, como o Dogão. Rsrsr.
Mas, não poderia passar para o próximo acontecimento, sem contar sobre a chegada a Lívia na família. No dia de seu nascimento, o segurança do hospital teve que barrar todas as primas da grávida que já estava em trabalho de parto. De acordo com minha fonte (eu não estava lá), o hospital era insuficiente pra “alojar” as inúmeras primas que queriam acompanhar o nascimento da criança. A sorte do guarda é que a Hevellyn não estava na cidade, pois pelo que conheço daquela garota, ia ter a idéia de fazer o guarda de refém em troca da entrada de todas elas. rsrsr
Bom, a Lívia é uma criança muito esperta, pra quem acabou de nascer e parece feliz, apesar de eu não entender como ela suporta tanta gente miando no ouvido dela. Nem sei mesmo se tem essa necessidade de falarem fininho quando querem chamar a atenção da pobre criança. Parece um monte de gatos miando. Bom, não dá pra reproduzir aqui, mas de acordo com minha mãe, é assim que se conversa com os bebês. E que eu não sei disso por que sou filho único e nunca convivi com bebês novos. Ainda bem que não me lembro dos miados que fizeram nos meus ouvidos quando eu era bebê. (rsrsr).
Quanto a mim… Fiz uma cirurgia de hérnia no umbigo em janeiro deste ano. Foi emocionante minha ida para o centro cirúrgico. Fiquei lá um tempo e enquanto o médico me operava, conversava com os assistentes: “Oh, hérnia safada!”; “Te peguei e agora vou te cortar”.
Quando me levaram de volta para o quarto eu me sentia radiante, apesar de saber que o dr arrancou meu umbigo, fez o que tinha que fazer e pregou-o de volta, fazendo remendos em torno dele. Na verdade eu queria um bom rasgo na minha barriga, pelo menos voltaria pra escola tendo o que mostrar. Em vez disso, voltei pra escola tendo que convencer os colegas que “FUI OPERADO SIM, PÔ!”
Nossa, tô atrasado! Vou assistir ao horário político. É muito divertido.
* Não achei a palavra adequada.


). Senti falta do



